Sunday, December 3, 2023

Nos relacionamentos amorosos

 É tão certo dizer que o amor é mais forte que o tempo e o espaço. Quando a perda e o sofrimento acontecem nesse departamento, geralmente é mais dolorido e por maiores períodos. A luz é uma onda eletromagnética e tem diferentes frequências desde o infravermelho até o ultravioleta. O mesmo acontece com o amor em sua origem ‘energética’. Um indivíduo por ‘enviar’ muitas frequências ao mesmo tempo, para muitas direções, ou pessoas, embora tenhamos sido ensinados que podemos amar apenas uma pessoa por vez, ou seremos infiéis. Energias existem antes da existência que nos permitiu dizer uma coisa dessas. A lenda da alma gêmea, como todas as fábulas, é uma versão complicada da verdadeira história. Na verdade os dois gêmeos de alma nunca podem encarnar juntos, um fica no mundo espiritual, mas, para cada reencarnação, há o que se consideraria a alma gêmea da vez. Será aquele que sentiremos como o ‘amor de nossa vida’. Pude confirmar a dor da separação dessa alma gêmea e que ‘até que a morte os separe’ não é verdadeiro, pois várias coisas e pessoas podem ‘matar’ essa união antes que a morte o faça.

Os problemas, do ponto de vista mediúnico, começam quando você encontra a alma parceira. Estou abordando os aspectos mediúnicos. Sobre a problemática do amor existem incontáveis livros que falam de diversas formas, desde a poética até a tentativa de explicar como escolher o tipo de pessoa apropriada para você, mas sobre o médium e o amor é o que quero falar.

Começamos no primeiro amor, o do fim da infância, ou início da adolescência. Na minha época não havia sexo nesse primeiro amor. Ele é muito importante para a postura que você assumirá com os que virão depois e para como você irá encarar o amor durante a vida. Se for bom, será a chave de ouro, se não, é porta para diversos problemas espirituais, principalmente para obsessores cujas intenções não são benéficas. Não só na área amorosa, mas em todas as áreas da vida, começar devagar, com o pé direito é sempre mais suave, e cria menos “contra-energias”. Veja isso como um barco na água, não importa o tamanho, mas se ele for devagar, a resistência das ondas contra o barco vai ser mais fraca do que o do barco em velocidade alta, porém, a existência das ondas (ou energias) no barco (vida) sempre haverão.

No caso do primeiro amor, se algum sentimento negativo produzir um impacto de tristeza, decepção, medo, nojo ou outras coisas mais desagradáveis, a própria reação da pessoa poderá abrir um canal ruim para se lidar com o relacionamento sexual, sem falar das consequências emocionais que trazem desequilíbrio à pessoa e à mediunidade que a acompanha. Qualquer coisa que interfira negativamente na sexualidade do médium, será um problema duplamente sério a ser resolvido.

É como estar na rodoviária viajando com amigos e um ajudar a carregar a mala do outro até o ônibus. Cabe a você decidir se as malas que o outro leva você aceita dividir, se você aguenta, ou se vai lhe fazer mal. Como quando o corpo e a alma pedem sexo a visão física e espiritual fica tendenciosa (tudo fica cor de rosa), é quase certo fazer péssimas escolhas, do tipo que você acorda e diz, o que foi que eu fiz? Quem conhece a regra número um do relacionamento sexual falará isso com duas vezes mais desespero.

Você ouviu que “usou lavou tá novo”, sim, mas se você ainda não aprendeu a lavar as partes que não enxerga na alma, como é que fica? Pessoas de vida sexual intensa, que gostam de quantidade, não de qualidade, ficam com a áurea parecendo uma colcha suja de retalhos. Uma sujeira oleosa, que não tem bom cheiro, por isso aquela pessoa que você não gostou, quando se lembra dela algo rançoso grudento lhe vem à mente, dê o número da lavanderia como sendo o seu e suma!

O ideal seria esperar que aparecesse um moço bonito, bem arrumado, cheiroso, educado, sábio, com estudo, que saiba cozinhar, lavar, passar, goste de crianças, seja trabalhador, que não tenha karmas, só dharmas, para trocar com você, e que seja sexualmente e mediunicamente treinado. Vai esperar um bom tempo porque nem do céu vai cair um destes, as moças de lá não o deixariam nem um segundo. Para escolher um homem você não pode ser exigente, se ele é bonito e cozinha, ou é inteligente e sabe se vestir sozinho, você já achou material raro.

Durante um namoro, se você conseguiu mostrar que vale a pena namorar uma moça estranha, que se afasta das pessoas, fala sozinha, sonâmbula à noite e contou a ele seu lado muito pessoal (não o faça no primeiro encontro), aquele do “vejo gente morta” para ver se ele é um moço compreensivo, não pense que vai ser como no seriado ‘Ghost Whisperer‘ (CBS 2005-2010 com Jennifer Love Hewitt). O companheiro da moça bonita que “vê gente morta” é esse milagre descrito acima, que só poderia ter aparecido na televisão e a mocinha fala muito, tempo demais, para o casamento dar tão certo como mostram.

É muito difícil levar o relacionamento adiante, pois muitas das situações que você vai passar serão em outra dimensão. Várias precisam de tempo para serem compreendida pelo cérebro físico, ponha ai mais tempo para traduzir em palavras que ele compreenda e tempo para o amado pensar em tudo: que você o está traindo, que descobriu que ele está lhe traindo, que quer terminar, que você descobriu que ele quer terminar, que sua família não quer o romance, que você vai ser transferida, que você está devendo dinheiro para mafiosos. Como disse, tudo, menos o que realmente esteja acontecendo.

Poderá ser que está a caminho uma morte ou uma doença grave na família e você está se virando para minimizar a dor e as consequências para os envolvidos. Seja um obsessor de espécie estranha e hábitos bizarros que está lhe dando trabalho, seja uma lição mediúnica difícil, seja algo na energia daqueles planetas que se alinharam, malditos (e tinham que fazer isso quando você estava menstruando?), que lhe afeta a mediunidade.

Tem o outro lado da moeda, você também é gente, sim. Tem dias bons e dias não tão bons, discussões no trânsito, pega resfriado, pois não é só de obsessor que vivemos, afinal de contas! Esse lado normal será observado com desconfiança e sempre terá um olhar de um ‘não médium’ pensando (e você pode estar lendo a mente desta pessoa): “será que vai ter chilique de novo?” Vai ter portas batendo, vultos passando, de novo? Quer que eu pegue o kit proteção ou aquela caixa para quando as coisas estão feias? “Mas benzinho, é só TPM (tensão pré-menstrual), vai dar tudo certo, tá!” Sabe, estas são conversas que podem estragar uma relação.

Se você percebeu, o que dificulta os relacionamentos não é realmente a mediunidade, mas a forma como você está lidando com ela. Quero lembrar-lhe que é uma parte de você, não o todo. Então, não se sinta pesado em relação ao que acontece e trabalhe a forma de processar a mediunidade. Assim, as consequências desta condição serão grandemente diminuídas.

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